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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Benito Di Paula: por onde anda?

Benito di Paula (foto), nasceu em Nova Friburgo, Estado do Rio de Janeiro, filho de uma família de treze irmãos, herdou de seu pai a influência musical que o levaria a ser um dos nomes fortes do samba feito nos anos 70 e 80. É um dos pais do estilo conhecido como "sambão jóia".

Jovem ainda, integrou um conjunto como "crooner", onde se apresentava em bailes estudantis de fins de semana em Nova Friburgo. Desta forma Benito era obrigado a cantar todos os gêneros musicais, desde o samba e o bolero até o rock'n roll.

Até que um dia resolveu se lançar totalmente às suas ambições artísticas, abandonando sua cidade em troca da capital. Nela, Benito Di Paula sofreu muito até conseguir impor o seu trabalho. Mas se o tempo em que ele morou no Morro da Formiga foi um tempo de muita dificuldade financeira, também foi onde Benito manteve contato com sambistas autênticos e somou novas experiências que o levariam a cantar em diversas casas noturnas.

As dificuldades financeiras desta época da carreira de Benito eram devido ao fato de iê- iê- iê estar imperando na terra do samba. Ele não estava disposto a abrir mão de seu estilo. Segundo suas palavras: "Lá, meu camarada, era realmente impossível. O pessoal estava mais interessado no som importado do que no nacional. Era uma luta conseguir tocar e cantar música brasileira e agradar".

Em seguida, Benito morou durante dois anos na cidade de Santos, no estado de São Paulo, onde pela primeira vez formou seu próprio conjunto. Cantando e tocando piano, Benito apresentou-se em diversas boates, até que, em pouco tempo, conseguiu um contrato com a gravadora Copacabana.

Apesar de um estilo diferente de fazer samba (quase sempre ao piano, com interpretação chorosa ou exaltada e trajando fraque), Benito lançou o estilo "brega-chique". Ainda não era conhecido pelo público - razão pela qual seu primeiro trabalho nesta gravadora foi produzido com composições de autores consagrados, contando também com quatro músicas de autoria de Benito ("Eu Gosto Dela", "Preciso Encontrar Você", "Você Vai Ser Alguém" e "Longe De você", esta última em parceria com Carlos de Carvalho). Neste L.P., gravado em 15 de fevereiro de 1971, havia sucessos como "Apesar de você", de Chico Buarque de Hollanda, e composições de Taiguara, Vínicius de Moraes, Tim Maia, Ivan Lins, Paulinho Nogueira, Roberto e Erasmo Carlos.

O segundo LP. de Benito foi "Ela", também gravado pela Copacabana, mas foi só a partir de seu terceiro trabalho, "Um Novo Samba", gravado em 1973, é que Benito passou a realmente integrar a restrita galeria de grandes sucessos comerciais, com constantes aparições em programas de tevê e 150 mil cópias vendidas, tendo duas músicas deste disco sido gravado por intérpretes de outros países: sua obra maior "Retalhos de Cetim", por Paul Mauriat, e "Violão Não se Empresta a Ninguém", lançado pela global no Japão, com imenso sucesso.

Em 1975, Benito di Paula tem compromissos firmados com o México, Japão, EUA, se apresenta no MIDEM em Cannes, seu LP. É lançado na Argentina com uma vendagem bem acima da esperada e cede uma música sua para o LP de Roberto Carlos, música que fará grande sucesso: "Quero Ver Você de Perto". Diversos intérpretes brasileiros gravam músicas de autoria de Benito di Paula.

Seu próximo LP, Benito solta-se ainda mais, tendo músicas que aparecem nas paradas de sucesso nessa época, "Meu amigo Charlie Brown", feita em homenagem ao personagem de Schultz, que era uma de suas leituras prediletas.

Ainda em 1975, Benito passa a apresentar um programa de música verdadeiramente brasileira na televisão, o Brasil Som 75, com uma audiência espetacular.

Este programa gerou um LP, onde Benito e seus convidados cantam uma série de sucessos que perduram até hoje.

Já em 1976, Benito di Paula é sucesso consagrado, apresentando-se na Boate Vivará, no Rio, onde faz um show produzido por Augusto Cesar Vanucci e com orquestrações por Radamés Gnatelli. Este show dura até março de 1977, tendo suas reservas esgotadas com duas semanas de antecipação, Benito se apresenta de terça a domingo, com o Grupo Tempero e uma orquestra de 42 músicos. Seus LPs vendem em média de 600 mil cópias. A Copacabana, gravadora que lançou Benito di Paula, passa a trabalhar 24 horas seguidas para atender aos milhares de pedidos de lojas para serem entregues antes do Natal.

Em 1977, Benito lança um novo LP, novo sucesso de vendagem. O pedido inicial soma mais de 400.000 cópias e benito prepara uma excursão pela Europa, iniciando-se pela Itália. No ano seguinte, seu LP, sai com uma particularidade: pronto para ser prensado na Copacabana, Benito telefona pedindo para incluir mais uma música, "30 anos de saudade", composta e com arranjos feitos de uma só vez, numa só noite, feita em homenagem aos "Unidos da Saudade", time de futebol que virou escola de samba.

Compôs diversas trilhas para novelas (Nino, o italianinho, Simplesmente Maria, etc.) e ganhou o prêmio "Chico Viola", promoção da TV Record com sua música "Faça de mim uma Ilha".

Figura rara na aparência (smooking, bigodão e costeletas), é fruto de uma safra de sambistas brasileiros que apesar de não trazerem influências diretas do calor do morro, da pureza primitiva, traz um samba bem brasileiro influenciado pelo luxo das casas noturnas das capitais.


2 comentários:

Anônimo disse...

Benito é FANTÁSTICO. Marcou uma época. Boa música

Ailton disse...

Ótimo...musicas e letras maravilhosas...inesquecível....ouço desde criança.